quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Os livros são amigos


Um ditado da sabedoria judia diz: "Transforme os teus livros em amigos". Quando as coisas vão mal, eu pego um livro que me consolou em outra ocasião. Ele se torna então um amigo que abre para mim um horizonte maior, a partir do qual posso considerar meus problemas de outro modo. Um ditado oriental exprime uma compreensão semelhante: "Um quarto sem livros é como uma casa sem janelas". Uma casa sem janelas é desanimadora. Os livros trazem luz para nossa vida. E eles revelam para nós uma vista ampla. Uma pessoa que pode olhar através de uma janela nunca achará que a sua casa é pequena demais. Ao contrário, a sua casa é um abrigo em meio ao infinito do mundo, no qual ele pode abrigar-se; ela não é um esconderijo. Numa casa que tem muitas janelas, a gente vive na tensão entre a estreiteza e a amplidão, entre a distância e a proximidade, entre a proteção da casa e o desejo de conhecer novos lugares. Ao ler, viajamos sem por os pés de fora de casa. Ganhamos experiência ao entrar em contato com muitas pessoas e as suas concepções sobre a vida.

GRÜN, Anselm. Pequeno tratado do bem viver. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013. p. 164-165.

Pintura de  Antonio Vidal Rolland 1889-1970).

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Não viver com pressa


Saber distribuir o tempo é saber aproveitá-lo. Para muitos sobra vida e falta felicidade. Desperdiçam as alegrias por não saber saboreá-las. Quando estão à frente, gostariam de voltar atrás. Querem comer em um dia o que só poderão digerir em toda a vida. Vivem os prazeres apressadamente, devoram os anos que estão por vir e, como fazem tudo às pressas, logo acabam com tudo. Até no desejo de conhecimento é preciso moderação para que as coisas não sejam mal aprendidas. Há mais dias que alegrias. Por isso, faça depressa e desfrute devagar. O feito é melhor do que o por fazer, mas as alegrias, uma vez acabadas, ficam muito pior.

GRACIÁN y MORALES, Baltasar. A arte da prudência. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. p. 124.


 Edwards ´s Botanical Register. v. 15, 1829.
www.biodiversitylibrary.org

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A prática da paciência


A prática da paciência traz uma estabilidade emocional que não só nos faz mais fortes mental e espiritualmente, como mais saudáveis fisicamente. Sem dúvida, atribuo a boa saúde de que desfruto a uma mente em geral calma e serena. Entretanto, o benefício mais importante da paciência consiste em sua ação como um antídoto poderoso ao mal da raiva, a maior ameaça à nossa paz interior e, consequentemente, à nossa felicidade. 
A paciência é o melhor recurso de que dispomos para nos defendermos inteiramente dos efeitos destrutivos da raiva. 
Pensem bem: a riqueza não protege ninguém da raiva. Nem a educação, por mais talentosa e inteligente que a pessoa seja. A lei, muito menos, pode ser de qualquer ajuda. E a fama é inútil. Só a proteção interior do autocontrole paciente evita que experimentemos o tumulto das emoções e pensamentos negativos.

DALAI LAMA. O caminho da tranquilidade. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. p. 41.



Rosa wichuraiana rubra.
Revue Horticole. 1901.
www.biodiversitylibrary.org

sábado, 26 de agosto de 2017

A felicidade num cantinho


Todos conhecem outros caminhos para encontrar a paz dentro de si. Alguns vivenciam isso na natureza. Sentem que a natureza não os desvaloriza, que nela eles podem ser como são. Isso os livra de uma autodesvalorização. Francisco de Sales descobriu outro lugar para encontrar a tranquilidade: "Procurei a tranquilidade em todos os lugares, e no final eu a encontrei num cantinho, com um pequeno livro". Ao ler um livro, ele mergulha num outro mundo. É um mundo afastado das turbulências do seu dia a dia, um mundo no qual ele fala com a alma, no qual ele entra em contato consigo mesmo e o seu verdadeiro ser. Ao ler, ele se comunica diretamente com a sua alma. As palavras ressoam na sua alma e levam-no à sintonia consigo mesmo e com o seu verdadeiro ser.

GRÜN, Anselm. Deixe as preocupações de lado e viva em harmonia. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. p. 115-116.


Pintura de Edward Cucuel - (1875-1954)

domingo, 13 de agosto de 2017

Atitude


Um pré-requisito para se tornar uma pessoa entusiasmada e automotivada é acreditar que as coisas vão acabar bem, e não mal, que nós vamos ter sucesso, e não fracassos; que, independentemente do que possa ou não acontecer, vamos ser felizes.
Não há nada mais útil do que manter essa atitude otimista de expectativa: a atitude que sempre busca e espera o melhor, o maior e o mais feliz, e nunca se permite entrar em um estado de espírito pessimista e desanimado.
Devemos acreditar que faremos o que fomos destinados a fazer. Nunca sequer por um momento devemos ter dúvida disso.
Independente do que estamos tentando fazer ou ser, devemos sempre assumir uma atitude otimista de expectativa e esperança. Isso vai nos permitir crescer em todas as nossas capacidades.
As pessoas bem-sucedidas se dão tratamentos de prosperidade e sucesso, incentivando-se e fazendo com que suas mentes sejam positivas, de modo que elas fiquem imunes a todos os pensamentos negativos desmotivantes.
O único mundo do qual saberemos qualquer coisa a respeito, o único mundo que é verdadeiro para nós, neste momento, é o  que criamos mentalmente, ou seja, o mundo do qual temos consciência. O ambiente que moldamos de nossos pensamentos nossas convicções, nossos ideais, nossa filosofia é o único no qual viveremos. Outra  inspiração, novas ideias virão amanhã. Hoje, devemos realizar a inspiração do dia.
Nenhum ser humano jamais fez sucesso tentando ser outra pessoa, mesmo que esta outra tenha sido um sucesso. O sucesso não pode ser copiado, não pode ser imitado com êxito. É uma força original, uma criação individual.
O entusiasmo ou vem de dentro ou não vem de lugar nenhum. Devemos ser nós mesmos. Devemos ouvir a voz interior. [...].

CARNEGIE, Dale. Como ter uma vida mais rica e influenciar pessoas. Rio de Janeiro: Best Seller, 2013. p. 40-41.


Arte de Marianne Broome

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior


Saibam que não podem encontrar exteriormente nada que já não tenham encontrado em vocês. Pois mesmo aquilo que vocês encontram exteriormente, se já não tiverem encontrado interiormente, passará despercebido. Quanto mais vocês tiverem descoberto interiormente o amor, a sabedoria e a beleza, mais poderão descobri-los ao seu redor. Vocês imaginam que se não estão vendo certas coisas, é porque elas não estão presentes. Elas estão ali, sim, e se vocês não as veem é porque não as desenvolveram suficientemente dentro de vocês. O mundo exterior é feito apenas de reflexos do mundo interior, logo, não se iludam, vocês nunca encontrarão a riqueza, a paz e a felicidade exteriormente se não tiverem feito antes o esforço de encontrá-las interiormente.

AÏVANHOV, Omraam Mikhaël. Regras de ouro para a vida cotidiana. Rio de janeiro: Nova Era, 2010. p. 29-30.


Lilás

domingo, 30 de julho de 2017

O que o coração me diz


No convento franciscano de Lyon há uma inscrição que indica um caminho para nos sentirmos satisfeitos com a nossa vida: "Evite cobiçar tudo o que você vê, acreditar em tudo o que ouve, dizer tudo o que sabe e fazer tudo o que pode!" Quem quer tudo o que vê, nunca chegará a si mesmo. A sua felicidade depende do que possui. E vê sempre outras coisas que não possui. Portanto, nunca estará em sintonia consigo mesmo. Aquele que precisa dizer tudo o que sabe está constantemente pressionado a acrescentar algo à conversa. Ele precisa mostrar todo o seu conhecimento às pessoas. E nunca vivenciará o eco que tanto deseja. Preciso conformar-me com o que o coração me diz. Então estarei livre da pressão de ter de dizer tudo, fazer tudo, acreditar em tudo. 

GRÜN, Anselm. Deixe as preocupações de lado e viva em harmonia. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. p. 111-112.


Pintura de Paul de Longpre
Século XIX