quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Serenidade interior


"As pessoas que esperam demais da vida encontram dificuldades em aceitar a própria vida. George Bernard Shaw encontrou um caminho para entrar em sintonia com a sua vida: "Aprendi a não esperar demais da vida. Este é o segredo da verdadeira serenidade e o motivo pelo qual tenho surpresas agradáveis em vez de decepções tristes". Como não cria ilusões e não deixa o  êxito da sua vida depender de determinadas expectativas, ele permanece em sintonia consigo mesmo. Consegue ser sereno e relaxado interiormente, e grato pelas agradáveis surpresas que a vida sempre lhe prepara".
 
GRÜN, Anselm. Deixe as preocupações de lado e viva em harmonia. 2.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. p. 110-111.
 
 
 
Pintura de Claude Monet (1840-1926)


 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Não existe essa coisa de viver sozinho


"Queremos fugir da nossa solidão, de seus medos apavorantes, e por isso dependemos um do outro, enriquecemos a nós mesmos com o companheirismo, e assim por diante. Somos os primeiros propulsores, e os outros se tornam peões em nosso jogo; e quando o peão se vira e exige algo em troca, ficamos chocados e tristes. Se a nossa própria fortaleza for forte, sem um ponto fraco em sua estrutura, esse ataque externo tem poucas consequências para nós. As tendências peculiares que surgem com o avanço da idade devem ser entendidas e corrigidas enquanto ainda somos capazes de uma auto-observação e um estudo imparciais e tolerantes. Nossos medos devem ser observados e entendidos agora. Nossas energias devem ser direcionadas, não apenas ao entendimento das pressões e exigências externas pelas quais somos responsáveis, mas à compreensão de nós mesmos, nossa solidão, nossos medos, necessidades e fragilidades.
Não existe essa coisa de viver sozinho, pois todo viver é relacionamento. Mas viver sem relacionamento direto exige uma inteligência superior, uma consciência rápida e maior da autodescoberta. Uma existência "solitária", sem a consciência apurada e fluente, fortalece as tendências já dominantes, causando desequilíbrio e distorção. É o momento de nos tornarmos conscientes dos hábitos estabelecidos e peculiares do pensamento-sentimento que vêm com a idade, e ao entende-los, dispensá-los. Somente as riquezas interiores trazem paz e alegria".
 
KRISHNAMURTI, J. O livro da vida: 365 meditações diárias. São Paulo: Planeta, 2016, p. 100.
 
 
 
Pintura de  Lucien Abrams (1870–1941).


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Eis o brilho do homem


"Uma vida que é boa é sempre uma vida moderada. E não é uma tarefa fácil encontrar a própria medida. Pois, como diz o filósofo grego Aristóteles, "a natureza do desejo é ilimitada e a multidão vive apenas para satisfazê-lo". Temos a tendência de fazer tudo de um jeito desmedido. Uma pessoa fascinada pelo esporte corre o risco de praticá-lo sem medida. O dinheiro e a posse têm a tendência de desenvolver em nós a cobiça por mais dinheiro e mais posses. E muitas vezes não encontramos a medida certa ao avaliarmos nós mesmos: elaboramos imagens ideais de nós mesmos e não queremos admitir que a nossa realidade não alcança esse ideal. É doloroso manter a medida certa na avaliação que fazemos de nós mesmos. No entanto, experimentamos um fascínio em relação às pessoas que encontraram a medida certa. Por outro lado, quem não tem mais uma medida certa com a qual medir a si mesmo nos transmite uma impressão ruim. Essa pessoa se superestima. E acha que pode trabalhar mais do que os outros. Mas, quando testamos a sua capacidade, vemos que ela é bem modesta. Não podemos ter expectativas em relação a essas pessoas. Abbas Poimen, um monge do século IV, disse o seguinte: Conhecer a própria medida é como uma grande honra". O que constitui o brilho do homem é o conhecimento de sua medida e o fato de viver de acordo com ela".

GRÜN, Anselm. Pequeno tratado do bem viver. 2.ed. Perópolis, RJ: Vozes, 2013, p. 188-189.
 
 
 
 Camélia.
Paul Jones Flora Magnifica & Flora Superba