sábado, 30 de julho de 2016

Felicidade


"A felicidade depende, até certo ponto, de condições externas, mas, principalmente, das nossas atitudes mentais.
Em essência, as condições não são nem boas nem más; são sempre neutras, parecendo ser depressivas ou animadoras por causa da atitude mental triste ou alegre do indivíduo que as considera.
Mude seus pensamentos, se desejar mudar as circunstâncias da sua vida. Uma vez que é o único responsável por seus pensamentos, somente você poderá muda-los. Você vai querer fazê-lo, quando compreender que cada pensamento cria as coisas de acordo com a sua própria natureza. Lembre-se de que essa lei atua sempre, e que o que você exibe está sempre de acordo com a espécie de pensamentos que tem habitualmente. Portanto, comece agora a ter apenas os pensamentos que lhe trarão saúde e felicidade".
 
YOGANANDA, Paramahansa. Onde existe luz: discernimento e inspiração para enfrentar os desafios da vida. Los Angeles: Self Realization Fellowship, 1997. p. 114-116.
 
 
 
 
 


terça-feira, 26 de julho de 2016

Contemplação: seguindo sua intuição


"Sua intuição se dirige a você à maneira dela. Às vezes, o faz se sentir desconfortável ou irritado para chamar sua atenção. Outras vezes, o deixa ansioso ou desligado, como se de repente você tivesse se distanciado dos próprios sentimentos e precisasse de uma nova conexão. Ela pode se comunicar com você através de um sonho ou de uma canção que não consegue tirar da cabeça - há uma mensagem nesse sonho ou na letra dessa canção? Talvez você realmente esteja ouvindo as palavras de uma voz interior. Ou talvez esteja com uma sensação no corpo, uma sensação de saber - um buraco no estômago ou uma leveza na cabeça.
Se você de repente pensa em alguém, mande-lhe um e-mail ou lhe telefone. Preste atenção nas primeiras impressões que tem em determinadas situações ou nas primeiras respostas para as perguntas que passam pela sua mente. Faça um diário de suas intuições e de tudo que acontece quando você age inspirado por elas.
Toda vez que sua intuição se comunicar com você, confie nela. Preste atenção. Sente-se e relaxe com ela. Fique aberto para o que lhe diz. Não discuta com sua intuição, ainda que precise ouvir o que você não quer ouvir. Faça de tudo para seguir sua orientação. Talvez a mensagem não seja lógica ou talvez não mostre a imagem do que vai acontecer de uma só vez. Siga a intuição e deixe que os acontecimentos se desdobrem para só então perceber como ela estava certa".
 
PAPE, Baptist de. O poder do coração: encontrando o verdadeiro sentido de sua vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2014. p. 107.
 
 

Pintura de Oleg Shcherbakov





domingo, 24 de julho de 2016

Aja com amor e bondade


Guarde bem dentro de você este tesouro: a bondade. Aprenda a dar sem hesitar, a perder sem lamentar, a adquirir sem lesar.

-George Sand
 
 
 
 
 
 
 
 
"Há quem tenha medo de amar a si mesmo, achando que isso, de certo modo, é egoísmo ou indulgência. Contudo, para ter compaixão dos outros é preciso antes amar a si próprio. Não estou insinuando que você deva alimentar seu ego, mas, sim, que deva contemplar sua vida e suas motivações para descobrir quão preciosa é a vida. Depois de se conhecer, você saberá que seus semelhantes têm exatamente os mesmos sentimentos, constatação que lhe dará boas razões para ser bondoso com eles. Quando aprender a enriquecer sua própria vida, descobrirá como cuidar do próximo. Essa é uma atitude muito criativa e positiva a assumir; chamo-a de devoção . Sim, você pode se tornar numa pessoa bondosa e devota! Entretanto, se não soubermos nos amar verdadeiramente, é lógico que não saberemos amar os nossos semelhantes.
Mas o que vem a ser o amor, realmente? Quando o entendemos e sentimos, a vida se torna colorida. É fácil pensar no amor como algo que tem mais a ver com o ego do que com o afeto verdadeiro. É fácil interpretá-lo como luxúria, desejo ou  ânsia. Porém o amor, na realidade, é compreensão. Se você compreende uma pessoa e tiver compaixão por ela, fará de tudo para ajuda-la ou ser-lhe agradável, incondicional e autenticamente. Todos nós sabemos, no íntimo, reconhecer o amor, porque já o experimentamos antes, talvez não nesta vida, mas em outra.
Para fazer o bem aos outros, você precisa ter algo a compartilhar. Portanto, antes de tudo, precisa ser feliz - para dividir a felicidade. Isso é amor. Algo a compartilhar. Sua prática consiste em dividir, doar. Se você desenvolver sua compaixão acumulará uma enorme quantidade de felicidade que, então, poderá partilhar! Seja, pois, sorridente, bondoso e solícito. Essas qualidades têm de vir do coração - e o coração tem de estar feliz. Se você é feliz, seu riso é espontâneo, franco. Você é automaticamente bondoso e solícito quando se sente feliz, dividindo seu sorriso e seu brilho".
 
DRUKPA, Gyalwang XII. Iluminação diária: o caminho para a felicidade no mundo moderno. São Paulo: Pensamento, 2013, p 111-112.
 
 
 
Você, como qualquer outra pessoa no universo merece amor e afeto.
 
-Buda
 
 
 
 




segunda-feira, 18 de julho de 2016

Girassol


Não, o coração que amou de fato jamais esquece,
Mas continua amando até o fim,
Como o girassol volta para seu deus, quando ele se põe,
O mesmo olhar que lhe dirigiu quando ele nasceu.
 
Thomas Moore (1779-1852)
 
 
 
 
 
 
 
 
"O girassol certamente tem o direito de sentir-se altivo, pois ele é, sem dúvida, a planta mais alta do jardim. Seu tamanho, porém, não é seu único trunfo, pois cada parte da planta é utilizada de alguma forma: as sementes, para alimentação e fabricação de óleo e sabão; as folhas e talos, para forragem e para confecção de tecidos, e até mesmo como substitutos para o tabaco.
O nome do gênero Helianthus vem de duas palavras gregas, helios, que significa "sol", e anthos, que quer dizer "flor". Ele foi venerado como símbolo do sol pelos incas do Peru e, mais tarde, pelos índios norte-americanos. Existe uma lenda clássica de que Clytie, uma ninfa da água, foi transformada em girassol depois de morrer de desgosto pela traição de Apolo, o deus-sol.
Entre outros nomes, incluem-se margarida-do-peru e sol-índio, mas um dos melhores é mesmo "girassol", porque as flores de fato viram suas cabeças para seguir o curso diário do sol de leste a oeste".
 
A LINGUAGEM das flores. São Paulo: Melhoramentos, 1992. p. 98.
 
 
 
Pintura de Claude Monet (1840-1926).
 O jardim do artista em Vetheuil



sábado, 16 de julho de 2016

Uma arte nada fácil


"Às vezes vejo pessoas que se seguram em si mesmas. Elas acham que conseguem soltar tudo. Mas seus ombros caídos mostram que não é bem assim, pois elas continuam presas, interiormente. Às vezes é preciso muito tempo até que elas realmente consigam soltar as coisas. "Soltar é uma arte libertadora. Segurar as coisas pode nos prender e criar bloqueios em nós. Preciso soltar as coisas às quais eu me apeguei. Enquanto considerei esse fato uma perda para mim, fui infeliz. Mas quando consegui encara-lo sob o aspecto de que a vida é libertada quando se morre, e também quando se soltam as coisas, senti uma profunda paz de espírito". Rabindranath Tagore, que formulou essa opinião, sabe que quando nos apegamos muito a uma coisa tornamo-nos incapazes de agir. Quando queremos uma coisa com muita voracidade, ficamos presos. Nossas mãos ficam amarradas. Por seu lado, soltar é um ato de libertação interior.
De fato, às vezes pode ser muito difícil soltar, e a serenidade é uma arte  que não cai no nosso colo. Uma arte precisa ser aprendida. Frequentemente isso não é muito fácil - e muito menos ainda para os jovens. Pode soar um pouco peculiar o fato de termos de fazer algo pela serenidade. Mas não é um fazer, porém um deixar. Justamente, a verdadeira arte é exercitar o "deixar" no "fazer". Eu desejo que justamente aquelas pessoas que têm muito a fazer aprendam essa arte. Ela consiste em deixar algo simplesmente acontecer. Aquilo que fazemos contrariados não nos trará felicidade. A pessoa com quem tudo acontece serenamente admite melhor as coisas. Ela não vai se sentir contrariada, mas vai deixar derreter na língua o que aceitou. E vai se alegrar com isso. [...].
Soltar as coisas implica também em libertar-se das próprias fantasias de grandeza. Muitas pessoas são extremamente infelizes porque se apegam às ilusões sobre si mesmas. Elas se apegam ao ideal de serem importantes, de serem as melhores pessoas, mais espiritualizadas, mais inteligentes. Giuseppe Roncalli, mais tarde Papa João XXIII, provavelmente também conhecia essa experiência de se apegar às ilusões. Mas desenvolveu para si um programa contrário: "A consciência da minha insuficiência me mantém na simplicidade e evita que eu me torne ridículo". E numa outra ocasião ele fala consigo mesmo: "Giovanni, não se julgue tão importante!" Nessas frases sentimos uma humanidade redentora. De um ponto de vista externo ele tinha muita dignidade, mas não precisava se esforçar em preencher o ideal da serenidade e da simplicidade. O conhecimento da sua própria insuficiência levou-o por si só a essa simplicidade e clareza. Quem sabe de si e diz adeus as ilusões, está protegido do perigo de se tornar ridículo quando essas ilusões forem destruídas pelos outros".
 
GRÜN, Anselm. Deixe as preocupações de lado e viva em harmonia. 2. ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2010. p. 55-59.
 
 
 


terça-feira, 12 de julho de 2016

A Beleza



"[...]. Contemplar a natureza e deixar-se tomar pelo sentimento  de admiração a que dá origem em nós é uma experiência  que nos transporta às vezes literalmente para fora de nós mesmos. Será que temos consciência de que essa beleza se encontra em toda parte? Nada na natureza é feio. A feiura pertence apenas ao mundo humano. Essa beleza nos é proporcionada gratuitamente; ao passo que certas pessoas pagam fortunas para adquirir obras de arte às vezes de uma feiura assustadora. Será que sabemos abrir os olhos, abrir o coração para identificar a beleza ao nosso redor, diante de um simples por do sol ou de um raio de luz passando pelas folhas de uma árvore? Mas também no sorriso de uma criança ou no rosto de um velho? Caminhando pela cidade ou virando numa esquina, diante de uma bela porta? Será que sabemos deixar-nos comover por um olhar, por uma harmonia musical capaz de abalar nossa vida interior? [...].
A beleza sempre é para mim fonte de felicidade. Uma fonte acessível, pois me basta abrir os olhos para ver ao seu redor, ouvir uma música que me encante, deixar-me penetrar por esse sentimento que surge então em ondas e que é tão bem descrito pelos poetas, uma espécie de união com o mundo. A poesia e a música, provavelmente mais que quaisquer outras artes, nos revelam com as palavras do coração e a harmonia dos sons a beleza oculta do mundo. [...].
Um quadro, uma foto, uma imagem, uma palavra, um corpo, um rosto, uma nota musical bastam para trazer alegria ao cotidiano, para vivenciar esse transportamento da alma que no século I de nossa era foi qualificado como "prazer divino" pelo poeta Lucrécio.
"A beleza salvará o mundo", profetizava Dostoiesviski. Certamente é um exagero, mas ela com certeza o torna mais suportável, às vezes revelando a verdade".
 
LENOIR, Frédéric. Pequeno tratado da vida interior. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 163-167. 
 
 
Pintura de Pierre Joseph Redoute, 1827
 


domingo, 10 de julho de 2016

Paciência


"Aquele que possui dentro de si uma grande reserva de paciência e de tolerância tem um certo grau de tranquilidade e calma em sua vida.
Uma pessoa assim não só é feliz e mais estável emocionalmente, como em geral demonstra ter mais saúde física e ser menos vulnerável a doenças.
Uma pessoa assim costuma ser dotada de vontade forte, tem bom apetite e costuma dormir com a consciência tranquila".
 
 
Dalai Lama. O caminho da tranquilidade. Rio de Janeiro: Sextante, 2000. p. 83.
 
 
 



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Inspiração



Quando você está inspirado por algum grande
objetivo, algum projeto extraordinário,
todos os seus pensamentos libertam-se de seus grilhões; sua mente transcende as limitações, sua consciência expande-se em todas as direções, e você se descobre em um mundo novo, notável, maravilhoso.
Forças, faculdades e talentos adormecidos tornam-se vivos e você descobre que é uma pessoa muito mais fantástica do que alguma vez sonhou.
 

Patanjali
Aprox. do século I ao século III a. C.
 
 
 
 
 

Pintura de  Sir John Lavery (1856 - 1941)

domingo, 3 de julho de 2016

Respeito


"De que maneira as pessoas nos tratam? Sentimo-nos constantemente usados ou desrespeitados? Às vezes, permitimos que os outros nos tracem metas ou objetivos, sem antes nos consultar? Sabemos distinguir quando estamos doando realmente ou quando estamos sendo explorados? Respeitamos nossos valores e direitos inatos? Costumamos representar papéis de vítimas ou  de perfeitos?
A pior situação que podemos viver é passar toda uma existência sem nos dar o devido amor e respeito, fazendo coisas completamente diferentes do que sentimos.
Nossos sentimentos são parte importante de nossa vida. Se permitimos que eles fluam em nós, então saberemos o que fazer e como nos conduzir diante das mais variadas situações do cotidiano.
Em virtude disso, não devemos nos esquecer de que, quando nos respeitamos plenamente, mostramos aos outros como eles devem nos tratar.
Se nós não nos aceitarmos, quem nos aceitará? Se nós não nos amarmos, quem nos amará? [...].
Devemos esperar dos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos.
Examinemos nossos sentimentos e atitudes e nos perguntemos: Por que permito que me tratem com desconsideração? O que estimula os outros a se comportarem com desprezo em relação à minha pessoa?
Se nós não nos auto-responsabilizarmos pela forma como somos tratados, continuaremos impotentes para mudar o contexto penoso em que estamos vivendo. É muito cômodo culpar os outros por qualquer desilusão ou sofrimento que estejamos passando. Não é fácil aceitar a responsabilidade pelas nossas próprias ilusões e desenganos.
Quando renunciamos ao controle de nós mesmos, com toda certeza outros indivíduos tomarão as rédeas de nossa vida. [...].
O mais valioso tesouro que possuímos é a dignidade pessoal. Não é lícito sacrifica-la por nada ou por ninguém. Quando autorizamos os outros a determinar o quanto valemos, uma sensação de vazio nos toma conta da alma.
O autodesrespeito é um grande disserviço a nós mesmos. Quando ele se instala em nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições que brotam espontaneamente do reino interior.[...].
Quando nos respeitamos, somos livres para sentir, agir, ir, dizer, pensar e saber o que autodeterminamos, confiantes em que, se estivermos prontos, no tempo exato o Poder Superior do Universo nos dará todo o suprimento, todo o apoio e toda a orientação para cumprirmos o sublime plano que Ele nos reservou".
 
Somente optando pelo auto-respeito é que conseguiremos o respeito alheio. Encontraremos nos outros a mesma dignidade que damos a nós mesmos. HAMMED (Espírito). Os prazeres da alma. Psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. Catanduva-SP: Boa Nova, 2003. p. 71-73.