quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Ver as coisas tais como são



O cachorro que trocou sua presa pelo reflexo
 
 
Se os que buscam ilusões forem
chamados de loucos, os dementes então
são milhões, e os sensatos, muito poucos.
 
Esopo exemplifica essa falta de nexo com
a fábula do cão que trazia nos dentes
uma presa, um bom bocado de carne.
Debruçando-se sobre um barranco,
ele viu, refletida na água, a imagem da própria presa, que ele acreditou ser outra
ainda maior do que aquela que ele levava.
 
Iludido pela imagem, larga a presa e
atira-se na águas correntes em busca da "outra". Como o rio estava muito agitado, ele quase se afoga e, só com
muito esforço e sofrimento, alcança a
margem. Obviamente, sem a presa e sem o reflexo dela.
Quantos, como o cachorro, arriscam-se por uma ilusão!
 
 
 
 
 
 
"A paz e a lucidez começam no íntimo. Já que vivemos num mundo conflituoso e agitado, devemos dedicar algum tempo para orar ou meditar, pois apenas assim encontraremos mais conciliação, concórdia e harmonia em nossa intimidade. Entregarmo-nos a longas e profundas reflexões é essencial para a nossa sanidade mental.
Quando estamos inquietos desordenados e sem clareza interna, projetamos a agitação que sentimos para o mundo ao nosso derredor. Quando estamos serenos, podemos ver com mais lucidez e agir com capacidade e segurança, atingindo bons resultados nas decisões vivenciais. [...].
A quietude íntima faz com que alcancemos o equilíbrio perfeito para mantermos adequadas relações com as pessoas que encontramos, ou para agirmos convenientemente diante das situações que se sucedem em nosso dia-a-dia. Sem a permanente deterioração causada por ilusões ou desajustes emocionais, teremos mais tempo para diferenciar os fatos das ocorrências ilusórias. Compensados, auto-responsáveis e serenos em nós mesmos, irradiaremos paz para todos aqueles que encontrarmos. [...]".
 
HAMMED (Espírito). La Fontaine e o comportamento humano. Psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. Catanduva, SP: Boa Nova Editora, 2007.
 
 
 



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