terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tolerar


"Às vezes, o que você precisa é de tolerância. Para superar os problemas que o levaram a uma selva interior de sentimentos entrelaçados, como, por exemplo, o amor e o ódio, você necessita da capacidade de tolerar. Tolerar não significa suportar. Tolerar é aceitar, compreender e saber enfrentar. Ou seja, tolerar não é suportar e logo explodir. Com tolerância, você aceita e dissolve aquilo que, de outra forma, você estaria suportando. É como o mar, um exemplo de tolerância, ao qual lançamos muita sujeira que ele absorve e, com o tempo, transforma. Tolerância é ser como o oceano, isto é, saber absorver e dissolver, fazer desparecer.
Para absorver e dissolver, pensar positivo também poderá ajuda-lo: estar consciente de que você é o criador daquilo que pensa. Mude o foco de atenção. Medite. Perdoe e deixe pra lá. Olhe à frente. Quando se libertar desses sentimentos, viverá uma paz interior. Deixará de se martirizar e assumirá a responsabilidade. Ao assumi-la, permitirá que todo seu potencial permaneça desperto.
Com a virtude da tolerância, você continuará sorridente, nunca desanimará. Sorrir quando alguém o elogia não é ser tolerante. Entretanto, quando alguém se torna inimigo zangado e o insulta, mas você não mostra o menor sinal de desânimo no rosto, sequer em seus pensamentos, isso é ter tolerância. Olhar, falar e entrar em contato com sentimentos de compaixão, amor e respeito com uma pessoa com quem você não tem uma boa relação, isso é ter  tolerância.
A tolerância tem que se harmonizar com a capacidade de enfrentar, que se baseia na valentia, na coragem e na segurança. Ter o poder de tolerar lhe dá segurança e confiança de que você poderá, conseguirá, progredirá. A tolerância é necessária para a convivência, para ser e deixar ser".
 
SUBIRANA, Miriam. Serenidade mental: decida com lucidez. Petrópolis, RJ: Vozes, 2015. p. 102-103.
 
 
 


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